Consumo de energia no segmento industrial sobe 2,6% em 2017, diz MME

Consumo de energia no segmento industrial sobe 2,6% em 2017, diz MME

Os dados da Resenha Energética Brasileira – ano-base 2017, realizado pelo Ministério de Minas e Energia (MME) mostrou que o consumo industrial de energia voltou a crescer no Brasil. No ano de 2017, o setor se destacou com o total de 86 milhões de tep na matriz energética, um crescimento de 2,6%, o melhor resultado dos últimos cinco anos.

O principal indutor para a evolução de 1,8% na oferta interna de energia – necessária para mover a economia – também foi o consumo do setor industrial. Na comparação com o ano passado, esse índice foi quase o dobro da expansão do Produto Interno Bruto (PIB).

Os dados da Resenha Energética Brasileira – ano-base 2017, realizado pelo Ministério de Minas e Energia (MME) mostrou que o consumo industrial de energia voltou a crescer no Brasil. No ano de 2017, o setor se destacou com o total de 86 milhões de tep na matriz energética, um crescimento de 2,6%, o melhor resultado dos últimos cinco anos.

O principal indutor para a evolução de 1,8% na oferta interna de energia – necessária para mover a economia – também foi o consumo do setor industrial. Na comparação com o ano passado, esse índice foi quase o dobro da expansão do Produto Interno Bruto (PIB).

Na indústria, a produção do papel, da celulose, do açúcar e do álcool favoreceram a expansão da bioenergia, um tipo de energia renovável obtida através da biomassa, que é gerada a partir da decomposição de plantas, madeira, resíduos agrícolas e até lixo. A fonte foi a mais usada nesses setores, com participação de 42,1%.

Nesse cenário, o Brasil leva vantagem em relação ao resto do mundo. A proporção da bioenergia na matriz energética brasileira é de 30%, enquanto nos países-membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) esse número é de só 5%. Nos países não-membros da OCDE esse percentual também é menor, representando apenas 12%. Essa alta de participação da bioenergia é influenciada pela agropecuária e produção de açúcar e de celulose.

Na matriz elétrica, a bioenergia em conjunto com outras fontes renováveis, somou expressivos 80,4% de participação. Esse indicador é três vezes maior que o mundial, de 24,9%. Entre as fontes limpas, a geração eólica ocupa o primeiro lugar entre as fontes que mais avançaram em 2017, superando pela primeira vez a geração por bagaço de cana.

Resenha Energética Brasileira

O levantamento apresentado é da Resenha Energética Brasileira – ano-base 2017, realizado pelo Ministério de Minas e Energia, com dados consolidados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

Também colaboraram para o levantamento e validação das informações a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Agência Nacional de Mineração (ANM), Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), Petrobras, Eletrobras e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Fonte: Último Instante

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